Alemanha proibirá plástico e isopor a partir de 2021

06/07/2020

Segundo a ONU, de 60% a 80% de todo o lixo no mar é plástico e até 2050 pode haver mais plástico do que peixes no mar

Segundo Svenja Schulze, o governo da Alemanha tem como objetivo estabelecer uma economia neutra em termos de emissões de CO2 até 2050. A Comissão Europeia também trabalha numa estratégia semelhante para a União Europeia. Foto: Reprodução Google

Texto de Gabriela Glette - quokkamag.com

Na última sexta-feira (3), a Alemanha anunciou que proibirá a venda de uma série de produtos descartáveis, entre eles o plástico e o isopor. Saindo na frente na corrida pela sustentabilidade, a decisão começa a valer a partir do dia 3 de julho de 2021.

Em menos de um ano, produtos como canudos de plástico, talheres descartáveis, pratos, palitos, copos e caixas de poliestireno estarão proibidas no país. O maior objetivo é reduzir a quantidade de resíduos de plástico e isopor no meio ambiente, um dos grandes causadores da degradação ambiental e poluição dos oceanos.

Além disto, o plano também inclui o fechamento de 8 operações de trabalho com carvão marrom localizadas principalmente em regiões economicamente decadentes e aumentar cada vez mais a oferta de energia renovável, hoje responsável por 50% da energia da Alemanha.

Em anúncio oficial, a ministra alemã do Meio Ambiente Svenja Schulze disse que a medida faz parte de um esforço para o distanciamento em definitivo da "cultura descartável". Pesquisas mostram que cerca de 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas por ano nos oceanos. 

Carvão

Legislação que prevê fechamento escalonado das usinas até o fim da próxima década, além de compensações para trabalhadores afetados e operadoras, é parte da estratégia do governo da Alemanha para zerar emissões de CO2 até 2050. As duas câmaras do Parlamento alemão aprovaram nesta última sexta-feira (03/07) uma legislação que estabelece a eliminação gradual do carvão como fonte de energia em menos de duas décadas, como parte da estratégia do governo para reduzir as emissões de CO2.